Imprensa/Revistas
TV Mais nº 907
Entrevista com Sandra Santos

Formou-se em jornalismo, mas abandonou a actividade há dez anos. Porquê? Sandra Santos deixou-se levar pela paixão do escrever, embora tenha saudades da perspectiva mais factual dos textos. Porém, não se arrepende da decisão.
“É muito compensador poder criar”, refere. “Espírito Indomável”, que agora estreia, com Vera Kolodzig no principal papel, é a sua terceira novela, contando com a ajuda das argumentistas Andreia Vicente, Cláudia Marques, Irina Gomes e Mafalda Ferreira, da Casa da Criação, depois de “Feitiço de Amor”, e “Deixa que te leve” em co-autoria com Patrícia Muller.
De que forma “Espírito Indomável” toca as suas novelas anteriores?
É muito distinta das outras. A única coisa que tem em comum, realmente, é a autora. É muito mais rural, tem uma intensidade dramática que as outras não têm, e novidades dentro do género novela em Portugal.
Tem algumas cenas mais ousadas?
A nível de acção, sim. Cenas que são mais comuns de ver em séries. Há uma certa agressividade nas histórias. Trata-se de um estilo de narrativa diferente.
Com personagens mais extremadas e maniqueísmo presente?
Sim, um pouco. São personagens mais marcadas. Está muito em voga dizer-se que nenhuma personagem é totalmente má, ou totalmente boa. E, de facto, também aqui há essa preocupação com a humanidade. Até o vilão tem sentimentos. Não há papéis só brancos, ou só pretos.
Uma vasta paleta de cores, então?
Há muitos cinzentos. Mas a vilania é aqui explorada ao ponto de fazer suster o fôlego.
Relativamente a ganchos temáticos da história, grosso modo, quais são os pontos fortes?
É uma saga familiar. Temos uma vingança de sangue que implica dois clãs. A meio do enredo, haverá uma reviravolta que porá tudo em questão, mesmo as motivações das famílias envolvidas.
Há três comparações que poderão surgir em relação à novela: “Rei do Gado”, a cena bíblica de Moisés à deriva do rio em bebé, e “Romeu e Julieta” de Shakespeare?
Com o “Rei do Gado” tem apenas semelhanças relativamente ao gado. Talvez tenha mais parecenças com “Pantanal”. Podemos ser originais com coisas que já foram inventadas e isso pode ser feito com um clássico de um grande mestre como o William Shakespeare. Temos mesmo uma história de “Romeu e Julieta” à portuguesa. Face a Moisés, é um facto assumido que me inspirei.
Coruche enquanto pano de fundo prende-se com o facto de se explorar a cortiça na trama?
Sim. Tivemos a sorte de ter o apoio da autarquia de Coruche, que é um dos conselhos que mais produz cortiça, o que nos caiu como uma luva para a história.
As rolhas representam um forte mercado de exportação português. Teve em atenção o aproximar à realidade lusa?
Sem dúvida. E também no que toca à criação de gado em Portugal.
Porquê a escolha do Uruguai para arranque da trama?
O Brasil seria muito óbvio. O Uruguai tem tradições engraçadas, sugere personagens mais “pitorescas”, mais marcadas.
Numa fase de convulsão social no nosso país, que temáticas fracturantes são abordadas?
Fracturante, apenas a questão do incesto, que não o chega a ser, pois não haverá um envolvimento real entre dois irmãos.
Suscitará polémica?
Talvez por parte de uma facção de espectadores mais conservadora.
Não sendo a intriga cosmopolita, a actualidade foi deixada de parte?
Nós ainda vamos continuar a escrever episódios por algum tempo, logo é natural que possamos vir a inserir temas com mais actualidade no decorrer da novela.
Como a crise económica?
Isso sempre. Temos famílias rurais com muitas dificuldades económicas, que lutam diariamente.
O elenco é o que gostaria de ter?
Tenho muita sorte. Não escolheria outro, é o ideal.
Encontro imediato
Sem saberem das rivalidades entre as famílias, Joana e Eduardo começam a escrever as primeiras linhas de uma história de amor conturbada.
Joana cai do cavalo. Eduardo ajuda-a a levantar-se e pega nela ao colo, levando-a para debaixo de uma árvore, de modo a ficarem à sombra. O rapaz descalça-a e começa a massajar-lhe o tornozelo magoado.
Joana diz-lhe que veio passar uns dias na herdade. Nessa altura, ela apresenta-se e Eduardo aperta-lhe a mão, mostrando estar tenso. Ele conta-lhe que o seu pai comprou a Herdade das Oliveiras e onde ela está é a Herdade do Alto, por isso, aconselha-a a sair dali. Joana percebe a tensão, mas ele disfarça, apontado-lhe para o pé e dizendo que precisa de cuidados. A jovem sorri e Eduardo diz-lhe que a leva a casa.
TV 7 Dias nº 1210
Sara Prata no Ribatejo

A actriz está empenhada em ser a menina cómica em «Espírito Indomável» e ele vai estudar para Roma; Mas ela garante que está tudo bem
Agora que está de regresso ao trabalho com a novela da TVI «Espírito Indomável», na qual dá vida a Susana, Sara Prata vai passar a ver menos João Rodrigues, o namorado. “Ele está sempre comigo, mas, neste momento, está a ajudar a irmã em Braga, que é finalista e que entrar para a faculdade, mas entre nós está tudo bem”, conta a actriz.
Contudo, em breve deixarão de se poder ver com tanta regularidade, já que o jovem abriu um bar, “que vai gerir durante o Verão” e vai fazer o programa Erasmos para Roma. “Sei que vou morrer de saudades dele mas tudo se há-de conjugar. E tem de ser. Cada um na sua vida”, remata a actriz, já com uma pontinha de saudade.
Uma “esquisitinha”
Apesar de estar longe do namorado, Sara Prata continua empenhadíssima no seu papel de Susana. Vai logo avisando que não vai ser a vilã, apenas “a antagonista” da Zé. “Ela vê-se como um bicho”, conta a rir. “Faço uma menina caprichosa, tolíssima. Sou o par perfeito para Rafael, que é feito pelo amigo Diogo Amaral… até que tudo muda. Ele fica com o coração a pender para Zé [Vera Kolodzig] e eu para Tristão [Pedro Lima], que é o brutamontes lá do sítio”, revela a actriz, fascinanda pela oportunidade, uma vez que será uma personagem cómica. “É a minha estreia neste registo. Vão ver que lhe acontece tudo e mais alguma coisa e é muito interessante de ver”.
Em especial, porque Susana odeia o campo e tudo o que tenha a ver com animais e vida de fazenda. “Aquilo incomoda-lhe imenso. Ela era para ser uma germofóbica, mas acabou por ficar apenas uma esquisitinha, que tem nojo de tudo”, conta. O completo oposto de Sara. “Não me importo nada de conviver com animais, de pegar em lama… até fiz um inter rail”, revela às gargalhadas, acrescentando: “Claro que há coisas que também me incomodam, por isso, ando sempre com um desinfectante na mala”.
Medo do calor
Com as gravações a decorrerem no interior do País e com as temperaturas a subir, os actores temem o pior; um Verão abrasador. E já começaram a preparar-se. “Vou trazer muita àgua, protector solar e muita energia”, diz Sara. Já a praia, “só em sonhos… e ao fim-de-semana”. “Vou tentar conjugar tudo. Disso não desisto”.
Diogo Amaral esconde namoro

Estão juntos há algumas semanas, mas sobre Helena Coelho o actor não diz nada. Prefere falar da novela da TVI
O amor está complicado para Diogo Amaral… tanto na vida real como na ficção, onde faz de Rafael em «Espírito Indomável» (a novela da TVI que estreia de 31). É que ainda não quer assumir a sua relação com Helena Coelho, a apresentadora da RTP. “não comento esse tipo de notícias. Não vou dizer que sim nem que não. Não vou dizer mais nada… O meu único amor incondicional é só o Che…o meu cão”, diz o actor, preferindo, antes falar do seu trabalho: “Vou ter uma relação complicada na novela com a Zé (Vera Kolodzig). Ele tinha uma namorada que ficava muito bem na fotografia [Susana, personagem interpretada por Sara Prata] e nos planos, mas, depois, chega a Zé… e pronto”.
Deste projecto, do qual destaca o trabalho da colega Vera Kolodzig, Diogo Amaral guarda na memória boas recordações. “Voltei a ter aulas de equitação… e pude ter aulas de aviação. Já sou um piloto com quatro horas de voo. Qualquer dia, tiro o brevet”, completa o jovem actor, que não esconde que adorou a experiência de “andar pelos ares”.
Porém, neste novo projecto da TVI há um senão: “Estou preocupado com as carraças. Já tive uns dissabores em «Equador»”.
«Espírito Indomável» em festa de luxo

Arriscada, brilhante e diferente. Estes são os três adjectivos que o elenco e a produção da TVI atribuem à novela, em que Vera Kolodzig brilha
É já no próximo dia 31 que estreia a nova produção da Plural na TVI, «Espírito Indomável». Uma história de ódios, rivalidades e de uma liberdade ímpar, como nos explica André Cerqueira. “É uma grande novela, muito ousada, que vai marcar a diferença em vários pontos, nomeadamente na representação. Vamos ver muita gente a fazer coisas diferentes”, diz o novo director de Programas, satisfeito com o que viu.
Mas não foi só André Cerqueira que esteve presente na apresentação deste novo projecto da TVI. Júlio Magalhães (director de Informação), Júlia Pinheiro e o novo director-geral da estação, João Contrim Figueiredo, também foram notados.
A Estrela Kolodzig
Porém, as estrelas foram mesmo os actores. Especialmente Vera Kolodzig, a estrela maior desta produção, na qual interpreta o papel de uma mulher independente, de beleza selvagem, de nome Zé.
“Estou a adorar, mas está a ser trabalhoso. Tive várias aulas antes de começar. Ainda para mais, morria de medo de andar a cavalo e tive que lutar contra mim própria para poder fazer as cenas. Gostei mais das aulas de tiro… foram mais interessantes”, confessa a actriz, que, para se preparar para a vida campestre, até andou a cuidar de animais. “Estive com uma veterinária de animais de grande porte. O melhor foi fazer o parto a uma vaca. Foi incrível”, explica, orgulhosa do seu trabalho. Quanto a comparações com Juma, da novela brasileira «Pantanal», ela não discorda, mas esclarece: “É diferente. A Zé é mais terra-a-terra, menos idealista”.
Romeu e Julieta
“Imaginem um rapaz que tem a vida toda fotografada, toda imaginada, com namorada, e depois conhece uma mulher que o faz questionar tudo”, explica Diogo Amaral. Porém, isso não é o ínicio. O drama começa no Uruguai, 20 anos antes, Joaquim (António Capelo) e Rodrigo (Luís Esparteiro) são dois amigos que se tornam rivais por causa da ambição do segundo… que leva a mulher, Teresa (Sofia Nicholson), a traí-lo. A raiva entre eles torna-se mortal e leva ao desaparecimento da filha de Teresa.
Já em Coruche (onde decorre a acção na actualidade), a rivalidade mantém-se após a morte de Júnior (Gustavo Santos), filho de Joaquim. Os filhos é que não percebem e entram, como explica Afonso Pimentel, “numa história que parece Romeu e Julieta”…
Kolodzig indomável

Esta nova produção, que a estação de Queluz de Baixo estreia no dia 31 (segundo o director de programas, André Cerqueira), conta a história amorosa de Zé e Rafael, dois jovens que vão ter de lutar pelo seu amor por causa de uma antiga luta de famílias. A isto há que juntar o facto de Zé ser diferente de todas as mulheres – é indomável, rebelde e livre -, resistindo sempre a Rafael, até que um dia em que finalmente cede ao amor.
Esta é mais uma trama saída da Casa da Criação, cujas filmagens decorreram no Rio Grande do Sul, no Brasil. Espírito Indomável tem as suas primeiras cenas passadas em 1990, seguindo-se o ano de 2010, em que toda a trama se irá desenrolar.
Do elenco fazem ainda parte Adriano Luz, Afonso Pimentel, Ana Padrão, Angélico Vieira, António Capelo, Carla Andrino, Catarina Gouveia, Hugo Sequeira, João Catarré, Luís Esparteiro, Luísa Cruz, Maria d’Aires, Mariana Monteiro, Marta Andrino, Pedro Górgia, Pedro Lima, entre outros.




























